Os amigos não são as pessoas de quem gostamos. Nem aquelas que gostam de nós. Ser amigo não é gostar. O meu amigo é aquele que me vai conhecendo, amando, aperfeiçoando e revelando a nós mesmos quem somos.
O amigo está sempre presente. Mesmo quando está muito longe e não dá notícias.
Um amigo é quem escolhe sê-lo e depois é capaz de o ser.
Já os meus inimigos também são resultado de uma escolha minha. É no meu coração que decido quem considero como meu opositor, quem encaro como meu antagonista.
Na verdade, os inimigos que nos perseguem ajudam a que não nos julguemos acima da realidade. Outros há que nos elogiam e aplaudem, fazendo-nos acreditar no que afirmam e na bondade de o dizerem. Confiarmos nas suas palavras é o princípio da nossa desgraça. O mal depende do espaço que lhe dermos. Muitas vezes a melhor defesa é a indiferença.
Se nos queremos aperfeiçoar, então precisamos de quem nos ajude a identificar as imperfeições, erros e vícios. Este é um dos mais importantes papéis do amigo, no entanto, muitas vezes não somos capazes de o permitir, pois buscamos apenas quem concorde connosco…
Os nossos maiores inimigos são as nossas falhas, bem como as desculpas que damos a nós mesmos para não as emendarmos. O importante é que nos fortaleçamos onde ainda somos fracos.
O mal que alguém me faz terá sempre a importância e o sentido que eu próprio lhe der.
O mal que faço a mim mesmo não tem sentido. Qualquer que seja a forma como eu o justifique.

~ José Luís Nunes Martins

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